O que esperar da economia brasileira nos próximos anos2020-01-27T16:26:30+00:00
 
 

O que esperar da economia brasileira nos próximos anos

2019 foi um ano desafiador para a economia brasileira, que desapontou no crescimento. Entretanto, a inflação foi a grande surpresa positiva, ficando abaixo do esperado e, assim, permitindo juros em patamares antes inimagináveis. O fim do ano foi um pouco mais encorajador, dando indícios de que poderá finalmente ser um ano melhor no âmbito econômico.

A recuperação mais disseminada entre os diversos setores da economia, o cenário de juro historicamente baixo e a possibilidade de aprovação de importantes reformas, que ajudam a diminuir o rombo fiscal e a aumentar a produtividade do país, nos fazem acreditar que 2020 será um ano crucial para o desempenho econômico nos próximos anos.

Pela primeira vez vivemos um ciclo de baixa sustentável da taxa de juros no Brasil. A perspectiva é de que isso não só se mantenha, mas surpreenda positivamente e impulsione a economia, que deve finalmente crescer acima de 2%. Vemos a aceleração do crescimento como tema. E isso muda o jogo.

Com a inflação baixa e ancorada, juros na mínima histórica, crescimento acelerando e o desemprego gradualmente diminuindo, a confiança deve crescer e o país, engrenar. A base para sustentar essa retomada foi construída a partir do aperto das contas do governo e a heroica aprovação da reforma da Previdência, que deu início a um novo ciclo econômico.

A agenda estruturante e reformista segue firme e, se levada adiante, pode destravar de vez o ambiente de negócios. Os desafios ainda são amplos e precisamos, como país, manter o foco. Mas fizemos a lição de casa e 2020 é o ano em que os frutos começam a ser colhidos. Por isso, estamos otimistas.

Após 5 anos de desempenho muito aquém do potencial, acreditamos que este ano será marcado pela retomada do crescimento econômico. O longo ciclo de corte de juros que se iniciou na administração passada e que teve continuidade em 2019 passará a exercer maiores efeitos sobre a atividade econômica brasileira e deverá seguir sustentando a oferta de crédito e parte dos investimentos. Quanto à inflação, ainda vemos um comportamento benigno devido à alta ociosidade da economia e ao processo de recuperação gradual.

Assim, com o “juro real” abaixo de 1% a.a,sair da inércia virou regra para conseguir retornos melhores. Diversos países desenvolvidos já passaram por isso nas últimas décadas e a forma como o dinheiro é investido mudou totalmente.

É preciso, em suma, reavaliar os investimentos e buscar mais riscos. Ou seja, é natural se arriscar mais para buscar maiores retornos. Mas lembre-se: sempre respeite o seu perfil de investidor.

Caio Lassance